terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Reencontro e descobertas - Capítulo 4

A 2ª feira parece demorar a chegar ainda mais com o frio que fazia, mas finalmente quando abriu a porta estava muito quieto. Mas logo apareceu o Brad todo feliz e se pôs a lamber e querer colocar a coleira e querer passear e assim foram. Quando retornaram o apartamento já estava vazio ele já havia saído só tinha cheiro de café e parece que saiu apressado.

A tarde ela não precisou voltar pois o Brad já tinha de volta a compania do seu dono mas ela resolveu passar na cafeteria que ele lhe ensinou para tomar um capuccino e comprar uma torta para o lanche das meninas e depois terminar um trabalho que estava realiazando para conseguir um free lance numa livraria ali perto.

Ao chegar à cafeteria ela o viu em reunião com algumas pessoas mas bem ao lado de uma mulher em especial seu coração deu tantos pulos que nem queria olhar dos lados será que ele iria vê-la? Tomara que não pois ela não iria ter boa reação de tão nervosa que estava. Meu Deus ela não era mais uma criança porquê tanto nervoso? Acho que nem sua filha reagiria daquela forma em uma situação dessa. Afinal, não eram nada um pro outro a não ser amigos, patrão e empregada, por aí, por aí e nada mais. Mas não foi assim que ela reagiu seu coração batia tão acelerado que quase saiu pela boca.

Mas não tinha mais o que fazer e para piorar as coisa ele a viu, a cumprimentou e depois veio a seu encontro. Perguntou se estava tudo bem, falou que nem a tinha visto direito que estava muito corrido para ele depois da viagem que estava tendo muitas reuniões de negócios que as coisas para ele estavam indo muito bem e que ele estava ali com uns colegas de trabalho e amigos tomando um chá, que depois gostaria de lhe convidar para jantar e lhe telefonaria mais tarde, depois se despediu e voltou a mesa.

Ela decidiu não tomar capuccino nem café só comprou o que tinha que comprar deu uma olhada de canto de olho para a mesa dele e percebeu olhares para ela também, pagou sua conta e se retirou do café sem mais olhar para trás, ansiosa pelo telefonema dele mais tarde.

Só que não teve o telefonema e nada ocorreu naquele dia nem no outro quando ela nem teve notícias dele. Não o viu no apartamento a não ser o Brad e a cama desarrumada e tudo um pouco mais bagunçado o que não era o costume dele. Ela já estava com raiva e louca para não ir mais ali. Queria tanto que desse certo logo o serviço na biblioteca, seria bom por vários motivos, pro seu futuro, salário, green card e ela não sabia só limpar ela pode mais, muito mais afinal pra que estudou? Pra limpar apartamento de um cara soberbo, mas que ela achava estar totalmente apaixonada? Saiu do seu país para acompanhar e cuidar de sua filha mas não para ser faixineira. Mas e o Brad? Tem O Brad. Mas ele encontra outra pessoa para cuidar dele.

Supreendentemente, na 4ª feira quando ela e o Brad voltaram da caminhada ele estava na sacada esperando com o café na bancada. Quando os viu chegando, levantou-se deu um carinho no Brad como sempre fazia deu um beijo nela puxou um banco e a fez sentar-se para o desjejum. Como sempre, se superou. Um delicioso café, acompanhado da melhor torrada, do melhor ovo mexido, com suco, da melhor conversa, e depois da melhor explicação do porque não havia ligado para sairem.

Enquanto isso ele arrumou a cozinha, depois foi pro quarto arrumou a cama e ela o ajudou e depois ele pegou as roupas sujas arrumou na cesta pra lavar, depois foi a sala arrumou algumas coisas pegou o aspirador e ela ficou olhando sem dizer nada. Depois  abraçou o Brad, foi pra sacada sentou-se e ficou o observando ele fazendo o papel dela e ela o seu. Foi agradável aquele descanso. Depois de terminado,  a convidou para sair a um lugar para jantar e dançar. Ela aceitou. É claro. Afinal, ela não é mais uma criança e sabe que chegou a hora de uma coisa a mais nessa relação.

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