segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O cão e eles, uma estória que pode dar certo. (Cap.1)

Olha só o que comecei escrever, se tiver alguém que lê alguma coia aqui espero que goste.
Começa assim a estória desta mulher que ainda não tem nome.
Ela vive em algum lugar dos EUA onde foi acompanhar e filha e uma amiga da filha que foi estudar, ela é aposentada precocemente no Brasil, tem uma fonte de renda, mas como tem amiga estadunidense, esta a indicou para umas pessoas para que pudesse fazer uns bicos leves como arrumação, levar cães pra passear, etc.

Ela caminhava todos os dias para manter a boa forma e a fim de cuidar da saúde pois já passou dos 40 e já tá muito perto dos 50. Mas para sua idade está muito conservada. Estudou inglês às pressas no Brasil só para poder realizar seu sonho de morar fora e também para poder cuidar de sua filha e dar uma força para a filha de outros que lá mora. Estão num apartamento pequeno, mas bem arrumadinho. Em mesmo prédio tem outros apartamentos melhores. E a mãe da amiga de sua filha sabendo que ela gostaria de fazer algo mais para completar a renda a indicou para prestar alguns serviços do tipo tirar poeira do chão, tirar o lixo, levar o cachorro pra passear, e como lá esse tipo de serviço é muito caro ela tá ganhando uma boa graninha em pouco tempo de serviço pois por sorte o apartamento que pegou pra fazer a faxina é no mesmo prédio que mora e o cara é muito limpinho.

O cão é muito fofo e se chama Brad, ela passa todo dia cedo pra pegá-lo e de lá vão juntos a pé levar a filha e as colegas dela pra escola, o dono do cachorro é meio desleixado com ele mas o apartamento em si é bem arrumado a não ser a sala onde ele usa para trabalhar onde ele nunca deixa arrumar às vezes ela passa o aspirador mas tem tanto livro espalhado que nem tem lugar no sofá para sentar. Mas o Brad, ah o Brad é muito carinhoso. Ele a espera na porta, quando ela chega ele já está pronto para sair. E o dono dele é muito carinhoso com ele também acho até que dormem juntos. Quando ele não está trabalhando, ele está na sacada tomando chá ou café e fazendo carinho no Brad um verdadeiro amor.

Mas nem olhava para ela. Estrano esse cara. Mas é um homem bonito. Alto, moreno, barba por fazer, calça meio larga, camisa solta, deixa eu pensar em que tipo de homem eu poderia referenciá-lo (Javier Badem?), pasmem, isso mesmo, desse jeito, mas acho que mais bonito. Mas voltando a realidade....

Ela deveria intensificar suas idas a casa dele para que o Brad se acostumasse mais ainda a ela porque o seu dono ia fazer uma viagem de trabalho por uns dias, e com isso ela passaria a receber mais pelo trabalho o que passou a ser mais interessante para ela. Ela passou a ir pela manhã, a tarde e as vezes a noite pra ver o Brad. Pela manhã sempre a mesma rotina, levar pra passear, limpar, ir pra casa, fazer suas próprias coisas e a tarde ia pra lá levava seu livro de estudo da língua estudava, pegava o Brad ia buscar a filha voltava, deixava o cão no apartamento do seu dono ia pro seu próprio apartamento fazia suas coisas depois passava pra ver o cão.

Numa dessas tardes ele a convidou para o chá. Ela não teve como não aceitar. Foi muito tranquilo, ele conversou bastante, perguntou o que ela estava estudando como ela estava se adaptando à nova língua, se ofereceu para ajudá-la e disse de onde ele vinha e assim ela acabou sabendo que ele nasceu no Brasil mas foi pra lá muito novo e já não dominava sua língua pátria porque nunca mais havia retornado ao seu país de origem mas que acha linda as latinas.

Disse que já sentia estar perdendo seu cão de tanto amor que ele já sentia por ela e que tinha certeza que ele ficaria em boas mãos mas que ele estava muito preocupado dele dormir sozinho no apartamento e se ela se importava de passar as noites com ele pois ele temia do Brad começar a latir sem parar e que os condôminos chamassem os bombeiros para arrombar o apartamento. Mas que ele me pagaria umas diárias a mais por isso. Ela pensou no Brad, falou com sua filha por telefone e aceitou.

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